segunda-feira, 6 de maio de 2013

Manual das Pegadinhas em Concursos Públicos




Especialista dá dicas de como driblar as pegadinhas nas questões de concursos

30/04/2013 - por Ayrina Pelegrino
Você já caiu em alguma pegadinha em uma questão de concurso público? Em entrevista ao site Última Instância, o professor Eric Savanda, autor do livro “200 Pegadinhas de Direito Constitucional e Direito Administrativo” e criador do site “Pegadinhas de concursos”, dá dicas para não cair em armadilhas nas provas da área jurídica.

“Meu trabalho é baseado na identificação de alguns padrões que os autores das perguntas costumam utilizar para criar armadilhas que buscam induzir os candidatos a escolherem uma resposta incorreta”, diz Savanda.

O candidato pode baixar o “Manual das Pegadinhas” no site, nele há diversos conceitos que, além de explicar como ocorrem as ciladas, também servem como ferramentas para treinar a habilidade de não se deixar enganar pelos truques dos autores das questões.

O concurseiro pode ainda assinar uma newsletter mensal chamada “PegaNews!”, sem ônus algum, no site www.peganews.net, que mensalmente traz análises de questões reais de concursos com pegadinhas minuciosamente analisadas. A newsletter já conta com aproximadamente 5 mil assinantes.

Segundo o professor Eric, as pegadinhas podem ser divididas em dois tipos mais comuns: as pegadinhas “de detalhe” e as “de senso comum”. Nas primeiras, existe no enunciado ou em alguma alternativa de resposta um detalhe aparentemente inocente, mas que se não for percebido, induzirá o candidato ao erro.

“Há várias maneiras de se incluir esse detalhe malicioso. Uma delas é semelhante àquela brincadeira que as pessoas fazem quando perguntam: ‘Quantos animais de cada espécie Moisés colocou na Arca?’ A pessoa a quem é feita a pergunta fica quebrando a cabeça para responder, mas a própria pergunta não faz sentido, pois segundo a lenda bíblica não foi Moisés e sim Noé o construtor da Arca. Se você não perceber esse detalhe qualquer resposta além de “nenhum, está errada. Existem questões em concursos que tentam induzir o candidato a responder uma pergunta que não faz sentido”, explica.

Em outro tipo de pegadinha, as de “senso comum”, os examinadores costumam incluir determinado termo ou expressão que tem um significado muito específico no contexto da matéria cuja prova se está respondendo, mas que no dia-a-dia, tem um sentido completamente diferente.

“Em Direito Processual usa-se muito a palavra “intempestivamente” com o significado de “fora do prazo”, mas na linguagem coloquial as pessoas usam essa palavra como sinônimo de “afoito”, “açodado”. Na frase “o advogado apresentou o recurso intempestivamente ao juiz” qualquer operador do Direito saberá que o recurso foi entregue fora do prazo; mas para uma pessoa leiga que estuda a matéria pela primeira vez apenas porque faz parte do edital, poderia parecer que o advogado entrou correndo na sala da audiência e jogou o recurso atabalhoadamente na mesa do juiz. Por isso chamo de pegadinha “de senso comum”. Aliás, esse tipo de armadilha usando jargão técnico muito específico, para confundir o não-especialista aparece em todas as disciplinas e não só na área jurídica”, diz Savanda.

Última Instância - Como o candidato pode identificar uma pegadinha?
Eric Saravanda - Considerando que o número de estruturas para inserir armadilhas nas questões é limitado, porque seu autor não pode abusar da criatividade, fazer uso de ambiguidades, exigir conhecimentos por demais superiores aos condizente com o cargo ou escolher uma resposta polêmica porque a questão poderia ser anulada. Minha sugestão é que o candidato conheça a classificação das pegadinhas e reserve regularmente algum tempo de estudo apenas para questões com armadilhas. Se conhecer as estruturas e treinar bastante, aos poucos, inconscientemente, ele vai desenvolver a habilidade de reconhecer na estrutura das questões, os elementos que as transformam em uma pegadinhas, independentemente do assunto abordado ou até mesmo da disciplina em causa.

Qual sua principal dica para os concurseiros?
Savanda - A principal dica é que estudar é uma condição necessária, mas não suficiente, pois sempre haverá outros que estudaram mais ou com melhores recursos de tempo e financeiros do que você. Além de estudar muito e se organizar de uma forma disciplinada, o candidato poderá aumentar a sua vantagem competitiva analisando questões com pegadinhas. Aliás, a Análise de Pegadinhas também apresenta várias técnicas e truques para aumentar as probabilidades de acerto naquelas questões quando definitivamente não sabemos a resposta e for necessário “chutar” de forma inteligente. Baixe o ebook, assine a PegaNews! e estude regularmente as questões com armadilhas que você terá um diferencial diante de outros candidatos que irá enfrentar e que estão tão bem preparados quanto você, porém não dominam ainda essa técnica das pegadinhas.
Fonte: Última Instância - site uol

9 comentários:

  1. Colegas do "Saga Policial"

    Estou estudando para o concurso de Escrivão da PF, mas verificando o Anexo III (Do Exame Médico) do EDITAL Nº 9/2012 – DGP/DPF, de 10/06/2012, no item 5, subitem 5.1, IV, verifiquei o seguinte:

    "boca, nariz, laringe, faringe, traqueia e esôfago:
    a) anormalidades estruturais congênitas ou não, com repercussão funcional;
    b) desvio acentuado de septo nasal;
    c) mutilações, tumores, atresias e retrações;
    d) fístulas congênitas ou adquiridas;
    e) infecções crônicas ou recidivantes;
    f) deficiências funcionais na mastigação, respiração, fonação e deglutição "

    A dúvida é: eu tinha uma deformidade chamada prognatismo mandibular, classe III. Em 2011, fiz uma cirurgia ortognática para corrigir o problema. Além disso extrai 4 dentes pré-molares para fins de tratamento ortodôntico. Hoje estou bem, o problema desapareceu, se a pessoa não me conhecer há muito tempo, jamais desconfiará que passei por um procedimento como esse.

    Considerando que o problema foi resolvido, e que uma pessoa comum não tem como saber que passei por essa cirurgia, vocês acham que isso pode ser uma causa para inabilitação no exame médico, uma vez que um perito pode muito bem detectar?


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    1. Colega Francisco, aconselho vc a citar tudo, não omitir nada, pois isso pode acabar trazendo problemas futuros.
      E aguarde o edital retificado, muita coisa no exame médico deve mudar.

      Bons estudos.

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  2. Colega Carina:

    Você acha a minha condição pode, eventualmente, ser um impeditivo para ingressar na carreira policial? Nunca pretendi omitir absolutamente nada, só queria saber se a chance de eu ser reprovado nos exames médico é grande, pois neste caso eu não iria perder tempo estudando para esse concurso.

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    1. Cara, o melhor a se fazer é, quando for levar os exames médico, vc levar um laudo de um dentista da area, de preferencia, que fez isso em vc, e que diga que isso nao interfere em NADA na sua vida, e que vc está totalmente habilitado para qualquer atividade.

      Sempre quando houver um problema,sendo causa excludente ou nao, vc deve levar um laudo médico dizendo que vc está apto para tal atividade...

      Espero ter ajudado!

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    2. É isso que o Claudio, falou... o seu problema não existe mais, mas mesmo assim vc deve citá-lo e levar um laudo médico.

      EU, particularmente, não acredito que vc irá reprovar no exame médico, pois o prognatismo já foi corrigido.

      Então, estude!!!

      Boa sorte e bons estudos.

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    3. Muito obrigado colegas Cláudio e Carina.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. sempre sonhei em ser um Policial Federal, mas tenho otosclerose bilateral - perda auditiva moderada no qual os editais da PF contra-indicavam para o certame, sendo que agora com a possível reserva de vagas para PNE aos cargos de escrivão, perito e delegado já me motivaram a estudar novamente e intensificar o preparo físico, pois os testes serão iguais aos de ampla concorrência...

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  5. sempre sonhei em ser um Policial Federal, mas tenho otosclerose bilateral - perda auditiva moderada no qual os editais da PF contra-indicavam para o certame, sendo que agora com a possível reserva de vagas para PNE aos cargos de escrivão, perito e delegado já me motivaram a estudar novamente e intensificar o preparo físico, pois os testes serão iguais aos de ampla concorrência...

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