quinta-feira, 9 de maio de 2013

É assim que se trata um herói das operações aéreas

Já que a imprensa não faz...
Honra e glória aos nossos heróis!
Mazza, Molina, Menescal e Adonis (agachado) no GER

Detetive Molina: Herói da Polícia Civil

09/05/2013
Neste ano, completam-se 15 anos do falecimento do Guerreiro, Mestre e Herói, meu querido pai Flávio Molina e, por isso, publiquei um vídeo em sua homenagem. Acredito que vocês tenham conhecimento do legado deixado por ele durante os anos (1985/1998) em que esteve trabalhando na antiga CGOA – Coordenadoria Geral de Operações Aéreas (atual SAER), localizada no bairro da Lagoa/RJ.

 

O Detetive Molina foi um dos precursores na técnica vertical em corda – rapel policial – e foi considerado o maior especialista em resgate do Brasil, além de ter sido instrutor de centenas de policiais, seja da polícia civil, militar, federal e bombeiros militares, espalhados por todo o Brasil. Com todo o seu trabalho e dedicação, ajudou a colocar a antiga CGOA entre as unidades aéreas policiais de maior experiência em combates e resgates do país.

Durante toda sua trajetória de resgates, que começou no Salvamar (1978), onde também atuou como instrutor, até seu último dia de trabalho na Polícia Civil, Molina realizou mais de 1.500 resgates em sua carreira (inclusive no dia anterior à sua morte, quando salvou o vice-cônsul da Rússia e as duas jovens russas perdidos na Floresta da Tijuca), obtendo diversas premiações e homenagens pelos relevantes serviços prestados, dentre os quais, destacam-se: uma placa colocada no Edifício Sede da Polícia Civil com os dizeres “Detetive Flávio Martins Molina – Herói da Polícia Civil”; a Medalha Tiradentes concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; atribuição de seu nome a duas turmas nas cerimônias de posse da Polícia Civil – “Turma de Inspetores – Detetive Molina e Turma de Delegados de Polícia Civil – Detetive Molina”; um auditório com seu nome na antiga CGOA – “Auditório Flávio Martins Molina”, etc.

Adonis, Mauro e Molina em ação no RJ
Não posso esquecer, também, do seu legado nas artes marciais, pois além de ter entrado para o Hall da Fama do Tae-Kwon-Do Mundial, foi o principal precursor do Muay Thai no Brasil (na época, chamado Boxe Tailandês), tendo formado a primeira geração de alunos do Muay Thai, em meio à qual se encontram Luís Alves, Eugênio Tadeu, Marco Ruas, Paulo Nikolai, Jutu, Paulo Borracha, Guere, etc. Molina, por onde passou, não deixava seus colegas de profissão sossegados, pois sempre encontrava um jeito de armar um dojo e puxar os treinos. Foi também instrutor de artes marciais tanto na Acadepol quanto na CGOA e, ainda, na DIE (Departamento de Investigações Especiais em Benfica).

Devo lembrar, ainda, de alguns nomes com quem meu pai trabalhou, pois são os heróis que ficaram, dando a cada dia seu suor e sangue para resgatar vidas, e que devem ser valorizados ao máximo pela sociedade à qual prestam um serviço incomparável: Adonis Lopes de Oliveira (que, com aproximadamente vinte e cinco anos de profissão, exercida com muita competência, já realizou milhares de operações policiais e de resgates, sendo um ícone do setor aéreo policial), Mauro Fernandes, Ronaldo Mazza, Renato Babaioff, Zé Lourenço, Felipe Leal, Carlos Yegros, Bragança, Freitas, Celsinho, Neil Waldeck, Alencar, dentre tantos outros, aos quais peço desculpas por não conhecer ou não lembrar no momento.

Adonis (piloto) e Molina em resgate
Homens que enfrentam as mais terríveis adversidades, na maioria das vezes, sem apoio do governo e da própria sociedade. Quantas vezes tiraram dinheiro do próprio bolso para custear cursos e equipamentos!! Quantas vezes fizeram milagres com os recursos que possuíam!! Policiais que treinam diária e exaustivamente suas técnicas para darem o seu melhor na hora da guerra, sem saber se voltarão para as suas famílias. Arriscam suas vidas todos os dias, até no dia de folga... Vivi tudo isso de muito perto...

Em qualquer nação séria, seriam homens honrados, capacitados com os melhores equipamentos e remunerados de forma digna para seu sustento e de sua família. Sei que nesse país é difícil não desanimar, mas já imaginaram se todos os policiais desistissem? Como ficaria a nossa nação?

Adonis, ? , Molina e Renato em treinamento na Floresta da Tijuca
Portanto, parabenizo todos os policiais batalhadores que protegem a nossa sociedade e que visam um futuro melhor para ela e para os nossos filhos, que cumprem sua tarefa por amor à bela profissão que escolheram! Os cidadãos de bem têm orgulho de vocês!

Por fim, encerro esta carta dizendo que são 15 anos sem um grande homem, o Detetive Molina, que, apesar de ter sido criado no interior de Petrópolis, num bairro simples chamado Secretário, e a despeito de todas as adversidades encontradas na sua vida, tornou-se o número um dos resgates do Brasil e um dos policiais mais completos do mundo, sendo preparado para qualquer operação, seja no céu, na terra ou no mar. Fica aqui registrado o meu amor e o dos meus irmãos pelo nosso querido pai que deixou muita saudade.
Inauguração de placa em homenagem ao Detetive Molina
Despeço-me agradecendo ao Criador do Universo pelo tempo de convivência que Ele me deu ao lado do meu pai e pela honra de poder dizer que sou filho do Molina.

Marcelo Molina

14 comentários:

  1. Parabéns, é assim que se fala, onde estiver, com certeza no Reino da Glória, seu pai estará olhando por voces e muito orgulhoso da família.

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  2. é Isso ai primo! já que a imprensa optou pela covardia com o pessoal do Saer temos que fazer barulho do lado de ca e mostrar o outro lado da moeda. Mostrar o pessoal que por décadas faz um trabalho sério e competente mas que não aparece o jornal.

    O curioso é que a mesma Globo que 15 ano atrás elogia a equipe como heróis etc etc é a mesma que hoje joga pedra e os põe como assasinos...

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  3. Seu pai é referência para muita gente ainda hoje.
    Parabéns por honrar o legado dele.

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  4. Bela homenagem.Que a imprensa mediocre diga o que quiser,cabe a nós pessoas que vivem isso aqui postado nao acreditar!!!Parabens .

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  5. concurso da PF www.meninafederal.blogspot.com.br

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  6. Vejam e entendam o verdadeiro motivo do video da policia civil no helicoptero:SAIBA A HISTÓRIA POR TRÁS DO VAZAMENTO DO VÍDEO DA CAÇADA AO TRAFICANTE MATEMÁTICO.

    Vazamento de imagens de operação revela disputa interna por cargo na PCERJ.

    As imagens da operação que resultou na morte do traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático ou Batgol, 36 anos – que até ontem eram definidas como sigilosas pela cúpula da Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro – trazem à tona a disputa pelo cargo de coordenador do Serviço Aeropolicial (Saer) da PCERJ. A divulgação ocorre um ano depois da ação e nove dias após o piloto Adonis Lopes de Oliveira, 49, entregar seu pedido de exoneração do cargo.

    Nos bastidores da unidade especializada – considerada elite da instituição e referência nacional – comenta-se que o responsável pelo vazamento do vídeo foi o piloto Ronaldo Ney Barboza Mendes, 60 – denunciado pelo Ministério Público por fraude ao receber cerca de R$ 130 mil de interessados em um curso de aviação e sumir com o dinheiro sem ministrar as aulas.

    O acusado já havia sido afastado do serviço por Adonis, que posteriormente se recusou a cumprir ordem superior para escalar o denunciado. Após essa recusa, Adonis acabou surpreendido com a designação de um delegado da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), que, mesmo tendo apenas cinco anos na instituição – enquanto Adonis tem 27 -, passou a ser responsável pelo Saer. Muitos dizem que o ato foi interpretado como uma “intervenção velada” e aumentou o descontentamento do então coordenador do Saer, lotado na unidade desde 1988.

    “Lá, decisões erradas implicam em acidentes. Todos concordamos que lugar de delegado é na delegacia, presidindo inquéritos”, desabafou um agente que pediu para não ser identificado.

    Cinco dias após a saída de Adonis – que entregou o pedido de exoneração e entrou de férias, no último dia 26 de abril – um dos helicópteros da PCERJ sofreu um acidente durante treinamento de rotina no Caju, na Zona Portuária do Rio, deixando cinco policiais feridos – um deles em estado grave. Tripulante operacional, Cláudio Cobo Fernandes continua internado no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.

    “Causa estranheza que agora determinem que a Corregedoria investigue uma ação da qual todos tiveram conhecimento. Essas imagens foram vistas pela chefia, assim como todos os vídeos de todas as operações importantes são vistos pela cúpula logo após as ações”, garantiu o agente.

    “Não houve qualquer morador ferido, nenhuma vítima de bala perdida, o objetivo foi alcançado. Colegas que foram tratados como heróis agora estão sendo alvo de covardia. Todos estão com medo de trabalhar e muitos de nós pensa em sair do Saer”, desabafou.

    Naquele dia 12 de maio de 2012, data da ação que terminou com a morte de Matemático, moradores chegaram a aplaudir o momento em que o corpo do traficante foi removido do carro para o rabecão.

    “Isso que está acontecendo é uma demonstração clara de que invejosos incompetentes querem criar um inferno na vida de quem trabalha sério. Com certeza é uma retaliação interna nascida na vaidade dos incompetentes”, disse um policial que já foi resgatado por uma equipe do Saer coordenada por Adonis ao ficar encurralado durante incursão em favela.

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  7. Video maravilhoso. Bela homenagem a esse herói que acabei de conhecer! Força e Honra!

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  8. Muito bom saber parte da história desse verdadeiro herói. Parabéns pela homenagem.

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  9. Linda homenagem, tive a honra de ter sido amiga de Molina na academia e lembro-me como se fosse hoje o Ruas comentando do acidente.Molina por onde andava era honrado e respeitado, sua morte deixou um vazio em todos nós! Suraya

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  10. Linda homenagem. Merecedores guerreiros!

    Spartanski

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  11. Adonis, ESTEVES (PRADO) , Molina e Renato em treinamento na Floresta da Tijuca

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  12. fOI O MELHOR , ALIÁS O ÚNICO CONSIDERADO SUPER HEROI BRASILEIRO

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  13. Nossa... esse é herói de verdade. Parabéns pelo documentário. De tirar o fôlego.

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